Como inserir os Direitos Humanos entre as Políticas Governamentais e Não-Governamentais?

Os cursos de Direito formam profissionais capazes quanto a direitos humanos?

Que tipos dentre Direitos Humanos são mais violados ?

Mostrando postagens com marcador Infância. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Infância. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Apoio do MPE-PI para o Fortalecimento dos Conselhos de Direitos da Criança e do Adolescente e Tutelares

Notícias

O Centro de Apoio Operacional das Promotorias da Infância e da Juventude encaminhou a todos os Promotores de Justiça que trabalham na área da infância e da juventude um Ofício Circular contendo todos os dados sobre o PROGRAMA DE FORTALECIMENTO DOS CONSELHOS DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE e dos CONSELHOS TUTELARES. O Projeto preconiza que os Ministérios Públicos dos Estados reforcem as ações para exigir e acompanhar os processos de criação e/ou adequação dos Conselhos nos municípios que não os tenham em regular funcionamento, contribuindo para a mobilização das comunidadese buscando conscientizar as autoridades e lideranças locais, bem como lançando mão, sempre que necessário, das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.



Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça
da Infância e Juventude - CAOPJIJ
Dra. Teresinha de Jesus Moura Borges Campos :
Titular da 2ª Vara Criminal (Vara de Execuções Penais)
Servindo: Coordenação do Centro de Apoio das Promotorias de
Justiça da Infância e da Juventude
Rua Álvaro Mendes, 2294, Centro, Cep: 64000-060 Teresina - PI
Fone: (86) 3216-4550 Email: caopjij@mp.pi.gov.br

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Sobre a infância e adolescência no Brasil: os dados do UNICEF


Através do seu boletim informativo UNI o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) realiza desde 2006 o projeto selounicef no estado do Piauí, certificando com tal iniciativa as gestões municipais que priorizem as atividades em suas cidades, trabalhando para fortalecer o acesso infantil aos seus direitos básicos.

Maiores informações no site www.unicef.org.br

O Brasil possui uma população de cerca de 190 milhões de pessoas, dos quais quase 60 milhões têm menos de 18 anos de idade, o que equivale a quase um terço de toda a população de crianças e adolescentes da América Latina e do Caribe. São dezenas de milhões de pessoas que possuem direitos e deveres e necessitam de condições para se desenvolverem com plenitude todo o seu potencial.

Contudo, as crianças são especialmente vulneráveis às violações de direitos, à pobreza e à iniqüidade no País. Por exemplo, 31% da população vive em famílias pobres, mas, entre as crianças, esse número chega a 50%. As crianças negras, por exemplo, têm quase 70% mais chance de viver na pobreza do que as brancas; o mesmo pode ser observado para as crianças que vivem em áreas rurais. Na região do Semi-árido, onde vivem 13 milhões de crianças, mais de 70% das crianças e dos adolescentes são classificados como pobres. Essas iniqüidades são o maior obstáculo para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) por parte do País.

O Brasil está no rumo de alcançar o ODM 4, que trata da redução da mortalidade infantil. O País fez grandes avanços (a taxa de mortalidade infantil caiu de 46,9/1000, em 1990, para 24,9/1000, em 2006). Contudo, as disparidades continuam: as crianças pobres têm mais do que o dobro de chance de morrer, em comparação às ricas, e as negras, 50% a mais, em relação às brancas.

Dos 3 milhões de crianças que completam 1 ano de idade, 370 mil não possuem registro de nascimento (2005), e, portanto, vêem negado seu direito a uma identidade. Dos 11 milhões de crianças menores de 3 anos, mais de 80% não freqüentam creches.

Aproximadamente uma em cada quatro crianças de 4 a 6 anos estão fora da escola. 64% das crianças pobres não vão à escola durante a primeira infância. A desnutrição entre crianças menores de 1 ano diminuiu em mais de 60% nos últimos cinco anos, mas ainda cerca de 60 mil crianças com menos de 1 ano são desnutridas.


Com 97,6% das crianças de 7 a 14 anos na escola, o Brasil ainda tem 660 mil crianças nessa idade fora da escola, das quais 450 mil são negras. Nas regiões mais pobres, como o Norte e o Nordeste, somente 40% das crianças terminam a educação fundamental. Nas regiões mais desenvolvidas, como o Sul e o Sudeste, essa proporção é de 70%. Esse quadro ameaça o cumprimento pelo País do ODM 2 – que diz respeito à conclusão de ciclo no ensino fundamental.

O Brasil tem 21 milhões de adolescentes com idade entre 12 e 17 anos. De cada 100 estudantes que entram no ensino fundamental, apenas 59 terminam a 8ª série e apenas 40, o ensino médio. A evasão escolar e a falta às aulas ocorrem por diferentes razões, incluindo violência e gravidez na adolescência. Em 2003, 340 mil adolescentes (12-17 anos) tornaram-se mães.

Na área do HIV/aids, a resposta brasileira é reconhecida globalmente como uma das melhores, mas permanecem grandes desafios que deverão ser enfrentados para assegurar acesso universal à prevenção, tratamento e cuidados para as crianças e os adolescentes brasileiros. A taxa nacional de transmissão do HIV da mãe para o bebê caiu mais da metade entre 1993 e 2005 (de 16% para 8%), mas continuam a existir diferenças regionais significativas: 12% no Nordeste e 15% no Norte. O número de casos de aids entre os negros e entre as mulheres continua a crescer num ritmo muito mais acelerado do que entre os brancos e entre os homens. Além disso, a epidemia afeta cada vez mais os jovens.

As crianças são especialmente afetadas pela violência. Embora os sistemas de notificação e informação sobre violência contra a criança sejam fracos, os dados existentes sugerem que 96% dos casos de violência física e 64% dos casos de abuso sexual contra crianças de até 6 anos sejam cometidos por familiares. No caso dos adolescentes, a violência tem lugar fora de casa. Nas duas últimas décadas, o número de homicídios de adolescentes (15 a 19 anos) aumentou quatro vezes. Tais homicídios afetam desproporcionalmente os meninos negros das famílias pobres das áreas urbanas. Há 956 municípios, onde há casos de exploração sexual reportada.

O País tem ainda o desafio de superar o uso excessivo de medidas de abrigo e de privação de liberdade para adolescentes em conflito com a lei. Em ambos os casos, cerca de dois terços dos internos são negros. Cerca de 30 mil adolescentes recebem medidas de privação de liberdade a cada ano, apesar de apenas 30% terem sido condenados por crimes violentos, para os quais a penalidade é amparada na lei.

© UNICEF/BRASIL

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Seminário Trabalho Infantil na Agricultura Familiar

O Seminário Trabalho Infantil na Agricultura Familiar será realizado nos dias 17 e 18 de Outubro de 2008, no Auditório Maria Barros - Unidade Escolar José Nogueira de Aguiar - Esperantina - Piauí.
Contamos com a presença de todos/as nesse evento que tem o objetivo de debater a cultura do trabalho infantil no campo e os malefícios do trabalho envolvendo crianças e ao adolescente na agricultura familiar, com a participação dos Poderes Públicos Federal, Estadual e Municipal e a Sociedade Civil Organizada que atuam no apoio da Agricultura Familiar no Piauí.


'SEMINÁRIO: TRABALHO INFANTIL NA AGRICULTURA FAMILIAR - A Educação como Desafio'

Dia 17 - Sexta-feira:

19h - Credenciamento

Abertura da Exposição de Cartazes, livros e folderes sobre o Trabalho Infantil
Local: Pátio da entrada da U.E. José Nogueira de Aguiar

20h - Solenidade de Abertura
Apresentação Banda de Música de Crianças e Adolescentres da Associação para o Bem-Estar do Menor Carente de Esperantina - AMARE;

Exibição do Documentário: Você viu a Rosinha? - Projeto da Universidade Federal do Ceará

Abertura do Evento: Dra. Paula Maria do Nascimento Mazullo

20:30h - Conferência Inaugural
'Os efeitos do trabalho precoce na saúde da criança e do adolescente'
Dr. Francisco Luis Lima - Auditor Fiscal do Trabalho - SRTE/PI, Médico do Trabalho.

Dia 18 - Sábado

8h - Lançamento da Campanha de Combate ao Trabalho Infantil com a distribuição de folders informativos sobre o Trabalho Infantil e do Adolescente no Campo, no Mercado Central de Esperantina-PI.

9h - Mesa Redonda: O papel dos Poderes Públicos e da Sociedade Civil Organizada no enfrentamento ao Trabalho Infantil Familiar.

- O Estado e o Município e a Escola Rural: Realidade e Desafios

- Bolsa-Família: O Controle Social e a Inclusão no Campo

- Fiscalização Trabalhista: Resultados do Enfrentamento do Trabalho Infantil na Zona Rural

- O Trabalho Doméstico de Crianças e Adolescentes: Caminho para o Desencanto da Educação Escolar

- Projeto Hortas Hidropônicas - Experiência Exitosa - Fundação Pe. Antonio Dante Civiero

14:30 h - Mesa Redonda: Geração de Renda, Educação, Cultura e o Trabalho Infantil na Zona Rural

- O Poder Público como Articulador, implementador e fiscalizador das políticas públicas para o Campo: Responsabilidade do Estado e Município na Erradicação do Trabalho Infantil

- Desenvolvimento Rural Sustentável no Piauí em questão: ações e perspectivas

- A alternativa Economia Solidária como Geração de Trabalho e Renda

- De pai para filho: a herança do trabalho infantil na Zona Rural

17h - Apresentação e debate dos relatórios das Comissões de Trabalho
Encerramento do Seminário

[por Samara Sampaio]